São Paulo é a 25ª cidade mais cara do mundo





Essa quem me mandou foi meu amigo Franco Cavaliere.
São Paulo é a 25ª cidade mais cara do mundo para se viver, segundo pesquisa da empresa de consultoria Mercer, ficando a frente de cidades como Los Angeles (55º lugar); Miami (75º); e Washington (107º lugar).
O que mais chama a atenção é que no ano passado São Paulo estava em 62º lugar no ranking.
Segundo a Mercer, a valorização do Real em relação ao Dólar no último ano é a principal causa dessa disparada. A pesquisa comparou o custo de 200 itens - como aluguel, restaurantes e combustíveis - em 143 cidades de seis continentes.
Essa pesquisa é usada por multinacionais e governos para determinar salários e diárias a empregados em viagem ou morando no exterior.
Pelo terceiro ano consecutivo, Moscou ficou no topo da lista como a cidade mais cara do mundo. Tóquio e Londres ocupam a 2ª e 3ª posição respectivamente. Hong Kong icou em 6º lugar e Milão em 10º. A única cidade norte-americana a frente de São Paulo é New York (22ª).
Segundo a mesma pesquisa, Karachi (Paquistão) Quito (Equador) e Assunção (Paraguai) são as cidades mais baratas do mundo para viver. Prefiro não comentarrrrrrrrrrr!

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Pavão Misterioso





José Camelo de Melo Resende nasceu a 20 de abril de 1885, em Pilõezinhos-PB e faleceu em Rio Tinto-PB, no ano de 1964. Poeta de imaginação fértil, José Camelo fez parte da segunda geração de grandes poetas populares do nordeste e foi autor de alguns dos principais clássicos da Literatura de Cordel, entre eles o encantador "Romance do Pavão Mysteriozo".
Esse folheto de Cordel escrito em 1923, conta a fantástica história de amor da Condessa Creuza, a moça mais bonita da Grécia, e Evangelista, um jovem e abastado comerciante da Turquia.
Creuza vivia trancada em quarto no alto de um sobrado. Seu pai não permitia que nenhum outro homem se aproxima-se dela. Uma vez por ano apenas Creuza fazia uma aparição de 1 hora em sua janela e foi em uma dessas aparições que ela foi fotografada por um viajante e seu retrato foi parar nas mãos de Evangelista, que caiu de amores por ela.
Ao chegar em Grécia e ciente das dificuldades que teria para aproximar-se de sua amada, Evangelista procura um cientista/artista e encomenda uma invenção que lhe permita chegar até Creuza. E é assim, numa comunhão entre fantasia e ciência, romance e tecnologia, que surge o Pavão Misterioso. Uma máquina de voar que possibilita o encontro de Evangelista e a jovem condessa.
Tanto quanto encantador, o "Romance do Pavão Mysteriozo" é polêmico. A autoria deste folheto foi atribuída também a João Melchíades Ferreira mas, segundo os historiadores, Melchiades obteve uma cópia do texto original escrito por José Camelo e o reescreveu, publicando como obra de sua autoria. Dizem que o verdadeiro autor, entristecido com a audácia do ladrão, rasgou os originais.
A história da história dá uma outra história mas é a história do Pavão Misterioso que o grupo Performático Éos está mostrando ao público no Espaço da Juventude (Avenida 9 de Julho, 1151 - Jundiaí) em uma montagem brilhante, apaixonada e apaixonante como todos os trabalhos desse grupo criado em 1992 por Carlinhos Pasqualin, diretor vitalício do Éos.
"A Fantástica Epopéia do Pavão Misterioso", assim como Joana D'arc e Salomé, trabalhos anteriores do grupo, prefere espaços alternativos a teatros convencionais. A proximidade dos atores com a platéia permite o contato físico e o olho no olho, que nos torna parte da história.
Alternativos também são os elementos que constituem os cenários e figurinos do espetáculo. Tudo se explica pela ausência de patrocinadores e investidores, claro, mas isso é também parte indeletável do espírito criativo do Éos e do contexto em que se insere a literatura de Cordel. E o resultado é fantástico, cheio de soluções simples e de grande efeito como os piscas de árvore de Natal usados do teto até a roupa de baixo de uma das personagens. Genial também é a engenhoca sobre a qual o estranho cientista anda. Uma espécie de perna-de-pau futurista que deu ao personagem um que de diabólico e infantil.
Os figurinos merecem um parágrafo a parte. Todo feito em chita. Eu disse: TODO FEITO EM CHITA!!!! Os trajes criados por Ricardo Carvalho quase nos fazem agradecer a ignorância dos empresários jundiaienses, que não investem um único centavo em cultura.
O elenco tem pontos altos e baixos mas o conjunto funciona muito bem e nada compromete o espetáculo. Pasqualin soube adequar os papéis às limitações e qualidades de seus atores. Sobresaem-se nessa montagem a atriz Paloma Regina, que conta a história e a cantora Fabia Giarola, dona de uma voz que marca os melhores momentos do espetáculo.
Particularmente não gostei muito do uso de fantoche para as primeiras cenas de Creuza, já que uma atriz encarna a personagem do meio do espetáculo em diante. Embora o fantoche estivesse melhor que a atriz, no dia em que fui assistir, ainda assim prefiro o elemento humano ao humanizado.
"A Fantástica Epopéia do Pavão Misterioso" é o 15º espetáculo montado pelo grupo nesses 17 anos de trajetória, sempre fiel à sua proposta de fazer teatro inteligente e nunca o teatro fácil o Éos já nos brindou com espetáculos belíssimos como o polêmico e brilhante "Os Cegos", o poético "Joana" e o instigante "Saló Salomé".
Nomes importantes da atual cena teatral brasileira com a atriz Juliana Galdino, a produtora Daniela Biancardi, a iluminadora Silviane Ticher e a cenógrafa Juliana Fernandes começaram no Éos, o que o torna respeitado inclusive entre os outros grupos da cidade.
"A Fantástica Epopéia do Pavão Misterioso" cumpre curta temporada e os espetáculos acontecem aos sábados às 21 horas e domingos às 19 horas. Os ingressos estão a R$ 5,00.

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Passado Tempo - Fernanda Rappa




Fernanda Rappa é fotógrafa mas seu trabalho é mais do que fotografia. Não que fotografia seja uma arte menor mas, com certeza, é pouco para definir o que Fernanda faz.
A exposição "Passado Tempo", em exibição no MilkShakespeare Café Bistrô até 14 de agosto, traz ao público fotos que são verdadeiras pinturas e profundos poemas.
Fernanda não se limita a captar instantâneos da realidade, ela transforma as imagens com sua visão carregada de poesia e referências, registrando momentos imaginados/sentidos e (por que não?) vividos.

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Watch Out





Jonathan Barrows é um homem perdidamente e literalmente apaixonado por ele mesmo.
Jonathan Barrows sente tanto desejo por seu próprio corpo que mantém relações sexuais com um boneco inflável que tem algumas de suas características físicas e... uma foto dele colada no lugar do rosto do boneco.
Jonathan Barrows é o personagem central do polêmico filme Watch Out, de Steve Balderson, baseado no livro de mesmo nome escrito por Joseph Suglia.
Vivido pelo ator Matt Riddlehoover, o personagem Jonathan Barrows é desejado por homens e mulheres mas sempre rejeita seus admiradores, que ele classifica como "Criaturas Estranhas" e diz que não passam de um fast food no restaurante da vida.
Watch Out é o terceiro filme de Balderson. Seu filme de estréia Peep Squad, lançado em 1998, era uma sátira à onda de violência escolar que assolava os EUA naquela época.
Em 2005 lançou Firecrackers, um filme teatral que arrebatou os melhores comentários da crítica especializada e também prêmios em festivais como o Vision Fast e o Raindance Festival.
Watch Out contudo surge como um grande filme. Em apenas 3 dias no Youtube, o trailer do filme teve quase 25.000 acessos.
Vamos aguardar e torcer para que esse filme chegue ao Brasil.

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Trailer: Watch Out, de Steve Balderson

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