A Alice de Burton






Charles Lutwidge Dodgson gostava de jogos e adorava crianças. Sobretudo as meninas. Passou quase toda sua vida criando enigmas e cálculos matemáticos, desenhando e fotografando meninas nuas. Com a autorização das mães, é claro.
Ao que tudo indica, ele só gostava de fotografar e desenhar mesmo e nunca foi além disso. Tanto que antes de sua morte exigiu que as fotos e desenhos fossem entregues às modelos ou destruídas. De um acervo que estima-se incontável restaram apenas 5 fotos.
Mas a paixão por crianças e jogos talvez tenham inspirado Charles para a obra que o tornaria imortal. Com o pseudônimo de Lewis Carrol ele escreveu em 1865 "Alice's Adventures in Wonderland", um dos clássicos da literatura infanto-juvenil de todos os tempos, hypada na época por Oscar Wilde e pela propria rainha Vitória.
O primeiro filme baseado no livro Alice no País das Maravilhas foi feito em 1903 no Reino Unido. Era um filme mudo, dirigido por Cecil Hepworth e estrelado por May Clark no papel de Alice (Clique no link e assista no YouTube, vale a pena!).
O segundo filme foi feito em 1951, pelos estúdios Walt Disney e tornou-se um dos clássicos do cinema.
Em março de 2010 será lançado nos Estados Unidos, a versão do celebrado diretor Tim Burton, também pelos Estúdios Disney.
Tim Burton's Alice in Wonderland faz parte de um projeto da Disney para uma série de filmes em 3D e Imax3D, em parceria com o diretor.
O próximo trabalho de Tim Burton para a Disney deve ser Frankenweenie. Baseado em um fantástico curta de Tim Burton, de 1984 (veja o video abaixo).
Mas por enquanto, todas as atenções são para a releitura de Alice. Burton confessou que não se sentia muito atraído pela história de Lewis Carrol e deu a ela uma nova dinâmica, situando a narrativa 10 anos depois do original. A Alice de Burton é uma mocinha de 17 anos, fugindo de um casamento arranjado.
A mocinha é a bela atriz australiana Mia Wasikowska, de 20 anos. Johnny Deep, o eterno muso de Burton, faz o Chapeleiro Maluco.
No Brasil a estréia está prevista para Abrilde 2010.


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Coco Avant Chanel





Ela foi de uma época em que as mulheres desejavam mais do que tudo livrarem-se dos espartilhos e dos chapéus emplumados. Mas só ela teve coragem de dar o primeiro passo, rompendo com as convenções e criando o perfil da mulher do século XX.
Ela nasceu Gabrielle Bonheur Chanel, em 19 de agosto de 1883 no povoado de Saumur. Tinha 4 irmãos (2 meninos e 2 meninas) e, após a morte prematura da mãe, Gabrielle e as irmãs foram enviadas a um colégio interno pois o pai, que era caixeiro viajante, não tinha como cuidar das filhas.
Ela saiu do colégio em 1903 e tentou ser vendedora, bailarina e atriz. Em busca de amantes ricos foi trabalhar como balconista em um cabaret. Dessa época vem o apelido Coco, tirado da canção “Qui qu´a vu Coco dans le trocadero?“, que ela vivia a cantar.
Aos 25 anos conheceu Etienne Balsan, um rico comerciante de tecidos com quem viveu durante alguns anos até conhecer o milionário inglês Arthur Boyle, o grande amor de sua vida.
Boyle não só a introduziu na alta sociedade parisiense como também ajudou-a a iniciar um negócio que rapidamente se transformaria em um império. Era uma loja de chapéus que levava seu sobrenome e, a partir daí, Gabrielle seria conhecida como Chanel.
O romance com Boyle não durou muito. Ele a deixou para casar-se com uma inglesa e morreu logo em seguida em um trágico acidente de carro.
É nesse período que a Chanel torna-se uma maison de couture, vendendo também trajes de banho e para montaria. Chanel introduz as calças masculinas na moda feminina, com um sucesso que antecessoras muito mais importantes que ela, como Maria Antonieta, não conseguiram emplacar.
É essa parte da vida de Mademoiselle (como era carinhosa e respeitosamente chamada por todos no mundo da moda) que mostra o filme Coco Before Chanel, dirigido por Anne Fontaine e estrelado pela premiada atriz Audrey Tautou (de Amélie Poulain, O Apartamento Espanhol, As Bonecas Russas e O Código Da Vinci).
Coco Chanel revolucionou a moda, os costumes e construiu um grande império. No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças em um único ano. Entre sua clientela teve nomes como Grace Kelly, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman e Jacqueline Kennedy.
Durante a Segunda Guerra Mundial, com a queda dos negócios no mundo da moda, chegou a trabalhar como enfermeira. Nessa época apaixona-se por um oficial nazista e acaba exilada na suíça até 1958. O retorno a Paris marca a retomada dos negócios e um novo direcionamento para a grife.
Coco Chanel morreu aos 87 anos, no dia 10 de janeiro, em uma das suítes do Hotel Ritz.
Presente em 100 países a empresa hoje é propriedade de Alain e Gerard Wertheimer, com Karl Lagerfeld assinando as criações. O faturamento anual da grife é estimado em US$ 2.8 bilhões e o valor da grife em US$ 6.35 bilhões.
O filme teve sua avant premiére durante a primavera de Paris e estréia nas principais capitais do mundo em 25 de setembro. No Brasil a previsão é 30 de outubro.

Coco Chanel, as outras

Lançada no começo de 2008 a minisérie Coco Chanel, produzida pela Alchemy Television, trouxe a oscarada Shirley MacLaine interpretando a personagem título.
Anna Mouglalis (de Ligações Criminosas) está no filme Coco Chanel & Igor Stravinsky, de Jan Kounen. Com avant premiére no Festival de Canes 2009 o filme só será lançado oficialmente na França em janeiro de 2010.

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É Proibido Fumar



A moda da nova Idade Média é a perseguição aos tabagistas em um remake da Inquisição e da caça às bruxas, levantando uma onda de discriminação que nem os usuários de crack jamais experimentaram.
Em contrapartida, a outrora mãe de todas as drogas, a maconha, é a estrela de uma premiada série de TV e vira até marca de shampoo.
Em maio deste ano o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu uma entrevista ao jornal inglês The Guardian defendendo a discriminalização da maconha. Ele estava em Londres participando de um evento da Comissão Latino-Americana para Drogas e Democracia, co-presidida por ele e por outras personalidades latino-americanos, como o ex-presidente da Colômbia César Gaviria e os escritores Mario Vargas Llosa e Paulo Coelho.
A comissão foi criada em 1998 para levar uma visão latino-americana às discussões da ONU sobre a luta contra as drogas. Fernando Henrique disse ao The Guardian que é chegada a hora para uma "mudança de paradigma" no debate sobre as drogas.
E como a teoria nunca antecede a prática, essa "mudança de paradigma" explica o sucesso da série Weeds, escrita por Jenji Kohan, produzida pela Lionsgate Television para o canal pago Showtime. No Brasil a série é exibida também pelo canal GNT.
Com 5 temporadas, a série estreou em agosto de 2005 e conta a história de uma dona de casa viúva num subúrbio da Califórnia (claro!) que, para ganhar a vida, começa a vender maconha para sua animada vizinhança.
Indicada muitas vezes para os prêmios mais importantes do segmento, a série levou pro cafofo um Emy de melhor atriz de comédia (Mary-Louise Parker - 2006).
A cannabis ou maconha, também conhecida como marijuana ou hemp, é a base de um dos mais badalados produtos de beleza do momento. Lançado pela empresa Alterna Hair Care a linha Hemp Shampoos é vendido livremente nas melhores casas do ramo. Os shampoos, condicionadores, reparadores e modeladores da linha Hemp prometem cabelos mais bonitos e saudáveis. E eu acho que penteados muito loucos também.
A abominável ervinha do capeta já produziu fenõmenos de união nas praias da Zona Sul carioca como os "apitaços" na praia de Ipanema, passou pelos camarins e platéias dos melhores shows de música atual, incentivou a prática do mergulho no litoral do Rio de Janeiro, foi parar nas passarelas do mundo fahsion quando virou tecido e fez surgir até um Coletivo Marcha da Maconha do Rio de Janeiro, com bem sucedidas marchas em 2008 e 2009.
Recentemente foi publicada também uma lista com os 10 maconheiros (assumidos) mais bem sucedidos do mundo, entre eles Arnold Schwarzenegger, Stephen King, o prefeito de N.Y. Michael Bloomberg, Michael Phelps e Barack Obama.
Mas a novidade mesmo é o Hash, Marijuana & Hemp Museum. Isso mesmo, o museu da maconha, em Amsterdã (claro). Nada mais justo, afinal o que a maconha tem demais é história :
• 6000 A.C.
A Maconha era usada como comida na China.

• 4000 A. C
Tecidos feitos com a erva foram usados na China. Foram encontradas fibras de maconha neste período e também no Século I na Turquia.

• 2727 A. C.
Primeiro registro da maconha sendo utilizada pela medicina como fármaco. Em diversas partes do mundo a humanidade tem utilizado a maconha para curar os mais diversos problemas de saúde.

• 1500 A. C.
A maconha é cultivada na China para alimentação e vestuário. Suas fibras eram utilizadas para se tecer os mais finos panos.

• 1200 – 800 A.C.
A planta da maconha é citada no Atharva Veda, livro sobre medicina sagrada para os hindus, como uma das 5 ervas mais sagradas da Índia. Era usada na medicina e em rituais de oferenda para Shiva.

• 700-600 A. C.
O Zend-Avesta, livro sagrado para a religião persa , composto por diversos volumes, se refere à maconha como um bom narcótico.

• 700-300 A. C.
Tribos bárbaras deixam folhas da erva em tumbas como uma oferenda aos mortos.

• 500 A. C.
As tendas dos bárbaros eram decoradas com folhas de Cananabis.

• 500 A. C.
A erva é introduzida no norte da Europa pelos bárbaros. Uma grande quantidade de folhas e sementes da planta datada desta época foi encontrada próximo a Berlim na Alemanha.

• 500 – 100 A. C.
A maconha se espalha pela Europa

• 430 A. C.
O filósofo grego Heródoto registra o uso da maconha como recreativo e ritualístico .

• 100 – 0 A. C.
As propriedades psicotrópicas da maconha são mencionadas no livro sobre ervas do inperador chinês Pen Ts´ao Ching.

• 70
Dioscorides menciona o uso da maconha como medicamento romano.

• 170
O romano Galeão declara os efeitos psicológicos do uso de semente de maconha.

• 500-600
O Talmud judeu menciona a sensação de euforia ao utilizar maconha.

• 900 – 1000
Estudiosos debatem os prós e contras de se comer maconha. Seu uso é difundido pelas arábias.

• 1090-1256
Na Pérsia, o velho da montanha convocava comitivas de homens para se tornarem assasssinos. Esta lenda se desenvolveu , associando os assassinos ao uso de haxixe. Esta lenda foi descrita em diversos contos que relatavam os inebriantes efeitos da Cannabis e dos usos do haxixe.

• 1200
A Cannabis é introduzia no Egito durante a dinastia de Ayyuib na ocasião em que o país foi influenciado por místicos devotos da erva oriundos da Síria.

• 1155-1221
A lenda persa do mestre sufi, o Shiek Haidar´s ok Khorasan´s declara como descoberta pessoal a Cannabis e sua subseqüente difusão pelo Iraque, Egito e Síra. Muitas narrativas da época declara que o uso da maconha é inebriante.

• 1200
A monografia mais antiga sobre o haxixe foi escrita. Seus escritos, infelizmente, perdidos.

• 1200
Os árabes levam plantas da erva para à costa de Moçambique na África.

• 1231
O haxixe é introdizido no Iraque pelo calife Mustansir.

• 1271-1295
Durante os relatos da viagem de Marco Polo ao oriente ele relata a história dos assassinos do velho da montanha e do uso de haxixe feito pos estes. Foia primeira vez que um relato sobre a Cannabis teve repercussão na Europa.

• 1378
O otomano Emir Soudoun Svheikouuni foi o primeiro soberano a se manifestar contra o uso do haxixe para aliemntação.

• 1526
Babur Nana, o fundador do império Mouro, aprende sobre o uso do haxixe no Afeganistão.

• 1549
Escravos angolanos trazem brotos de Cannabis para as plantações de cana-de-açúcar no nordeste do Brasil. Os senhores permitiam que eles plantassem Canabis entre as canas e que fumassem ela durante a colheita.

• 1550
O poema épico Benk u Bode, escrito por Mohameed Ebn Soleimam Foruli, de Bagdá, desenvolve uma alegoria dialética a respeito da batalha entre o vinho e o haxixe.

• 1600
O uso de haxixe, álcool e ópio se dissemina pela população de Costantinopla.

• 1606-1632
Os franceses e britânicos cultivam a erva de cannavis nas colônias de Port Royal, Virgínia e Plymouth.

• 1690
O haxixe se torna a principal moeda de troca entre a Ásia central e o sul da Ásia.

• 1798
Napoleão dercobre o habitual uso de haxixe pelos egípcios. Ele proíbe seu uso, mas os soldados retornam a França com a tradição de seu uso.

• 1800
A produção de haxixe se expande pela Rússia e China.

• 1809
Antoine Sylvestre, um estudioso árabe , associa a eimológia das palavras haxixe e assassino.

• 1840
Na América, a preparação medicinal da cannabis é permitida. O haxixe se encontra a venda em farmácias persas.

• 184
É inaugurado o clube do haxixe em Paris, França.

• 1843
O haxixe aparece na Grécia.

• 1870-1880
Primeiro relato do fumo de haxixe na Grécia. O cultivo da erva é difundido pela região.

• 1890
O governo grego poribe o uso e cultivo do haxixe.

• 1890
O haxixe se torna ilegal na Turquia.

• 1893- 1894
É criado, na Índia, um comitê de drogas feitas de maconha.

• 1893-1894
80 toneladas de haxixe são legalmente importandas da Ásia Central para aÍndia.

• 1906
É regularizado, na Ásia, o comércio de produtos que contenhma álcool, ópio, cocaína, Cannabis, entre outros.

• 1910
No Oriente Médio, o fumo de haxixe é extremamente popular.

• 1915-1927
A maconha se torna proibida nos estados americanos de Califórnia, Texas. Louisiania e Nova Iorque.

• 1920
Metaxus, ditador grego, proíbe o uso de haxixe.

• 1920
Haxixe é proibido no Egito, Grécia, Turquia e Ásia Central.

• 1926
A produção libanesa de haxixe é proibida.

• 1928
O uso recreativo da cannabis é proibido na Inglaterra.

• 1920-1930
Uma maconha de alta qualidade é produzida na Turquia na região de fronteira com a Grécia.

• 1930
A China exporta cerca de 90 toneladas de haxixe legalmente para a Índia.

• 1930
Os impostos sobre haxixe continuam sendo cobrados legalmente na índia e Ásia Central.

• 1934-1935
O governo chinês acaba com os cultivos de Cannabis, assim como seu tráfico. O haxixe produzido legalmente e ilegalmente se torna totalmente ilegal em toda a China.

• 1936
Uma porpaganda produzida pelo governo norte-americano tem como objetivo evitar que jovens se utilizem de maconha.

• 1937
A maconha se torna ilegal em todos os estados na América do Norte

• 1938
O estoque de haxixe na China quase se esgota.

• 1940
A tradição grega de fumar haxixe cai por terra.

• 1941
O governo indiano considera cultivar haxixe na região da Kashemira, já que a produção chinesa sessou.

• 1941-1942
A região do Nepal se torna fornecedora de haxixe para a Índia durante a Segunda Guerra Mundial.

• 1945
O consumo de haxixe continua legalizado na Índia.

• 1945-1955
O uso de haxixe floresce na Grécia novamente.

• 1950
O comércio de haxixe entre Índia e China continua proibido.

• 1962
Marrocos produz sua primera leva de haxixe.

• 1963
A policia turca apreeende 2,5 toneladas de haxixe.

• 1965
Primeiro relato da produção de haxixe no Afeganistão.

• 1965
O Governo marroquino destrói todas as plantações de haxixe em sua cadeia de montanhas.

• 1967
O primeiro óleo a base de haxixe é produzido na Califórnia.

• 1969
O haxixe afegão se populariza

• 1970-1973
Imensos campos de Cannabis são cultivados pelo Afeganistão. Muitos anos depois, a produção desse cultivo estaria disponível à venda.

• 1972
O governo do presidente norte-americano Richard Nixon estuda que o uso medicinal da maconha seja legalizado, mas o pedido é negado. Pesquisas médicas sobre o assunto dão continuidade.

• 1973
Uma maconha libanesa de alta qualidade é exportada pela Europa.

• 1973
A produção da varoação afegã da macanha é introduzida na América do Norte.

• 1973
O Nepal bane as lojas de canabis, bem como sua exportação.

• 1973
O governo afegão torna a produção e venda de haxixe ilegal.

• 1975
As nações unidadas criam um comitê para estudar o uso medicinal da maconha.

• 1978
Algumas plantações de Cannabis ainda são encontradas pelo Nepal, apesar da proibição.

• 1980
O Marrocos é um dos poucos países há ainda produzir e exportar maconha.

• 1980
Haxixe é produzido na fronteira do Paquistão com o Afeganistão durante a guerra entre soviéticos e afegãos.

• 1980
A qualidade do haxixe libanmes decai.

• 1983-1984
Algumas levas de haxixe turco de alta qualidade aparecem no mercado.

• 1985
Uma pequena produção de haxixe é feita ilegalmente na China.

• 1986
Os estoques de haxixe afegãos se esgotam completamente na Holanda e América.

• 1987
O governo marroquino novamente destrói cultivos de Cannabis em seu território.

• 1988
O uso medicinal de maconha é legalizado pelas Nações Undias.

• 1993
A maconha é erradicada totalmente do Marrocos.

• 1994
A produção de haxixe ainda é feita na fronteira do Paquistão.

• 1995
Amsterdam cria os coffe-shops para uso e apreciação de maconha.

• 2001
O secretário de Estado da Inglaterra, David Blunkett, propõe que a maconha não seja mais classificada como droga ilegal mas seu pedido é negado.

• 2003
O Canadá torna-se o primeiro país no mundo a utilizar marijuana de forma medicinal.

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O Herói Desmascarado


O estilista Mário Queiroz lançou ontem, dia 13 de agosto, o livro “O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia”. O evento foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista e reuniu amigos, imprensa especializada e admiradores do trabalho que Mário desenvolve a anos.
Mário é hoje o maior especialista em moda masculina do Brasil, respeitado inclusive por outros grandes estilistas. Formado em jornalismo ele entrou no mundo da moda pelas portas do varejo e trilhou um longo caminho até construir sua própria grife, lançada em 1995. Mário não só faz moda como também vive de moda, respira moda, pensa moda e ensina moda. Ele é professor da Faculdade Anhembi Morumbi e dá cursos e palestras por todo o Brasil.
O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia é uma publicação da Estação das Letras e Cores e é um estudo de editoriais da revista inglesa Arena Homme Plus, que por mais de 22 anos foi a principal publicação sobre moda masculina no mundo.
A orelha do livro leva a assinatura do jornalista Lula Rodrigues, outro nome de peso quando o assunto é moda para homens. Lula descreve o estilista como um homem forte e diz que: “Para escrever sobre o homem, sua moda, seus modos, seus trajes, suas imagens e fantasias, no Brasil, o autor tem que ser, ‘antes de tudo, um forte’, assim como o sertanejo, descrito no livro, ‘Os sertões’, de Euclides da Cunha. Criar roupas para este homem contemporâneo, tratar dele como assunto acadêmico, tentar decifrá-lo em sala de aula, e fazer disso o seu ganha pão, aqui no Brasil, também é trabalho para um forte.”
O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia é um livro obrigatório para quem trabalha com moda, para quem gosta de moda e para quem quer entender um pouco do assunto.

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Bertolt Brecht




Amanhã, dia 14 de agosto, será o 53º aniversário da morte de um dos maiores nomes da história do teatro e da literatura.
Bertolt Brecht (1898-1956) foi autor teatral, escritor e diretor de 50 peças, contista, co-editor da publicação cultural russa Das Wort (A Palavra) e colaborador de diversas revistas de refugiados da Segunda Guerra Mundial. Escreveu canções, diários de trabalho, ensaios, um roteiro de cinema com o cineasta Fritz Lang (Hangmen Also Die!, de 1943) e até poesia.
Brecht sofreu um infarto aos 58 anos. Deixou inúmeros textos incompletos, entre eles o romance "Os negócios do Senhor Julio César" e outros fragmentos, só recentemente descobertos.
Ele nasceu Ugen Friedrich Bertolt Brecht em Augsburg (Alemanha), em 10 de fevereiro de 1898. Sua primeira peça, A Bíblia, foi publicada na revista literária da escola aos 15 anos. A obra considerada inaugural de sua carreira é Baal, criada cinco anos depois, enquanto estudava medicina e prestava serviço militar como enfermeiro no hospital de sua cidade natal, durante a Primeira Guerra Mundial.
Baal só seria encenada em 1923, mas daí em diante Brecht alcançaria projeção rapidamente.
Exilado da Alemanha em 1933 por fazer oposição a Hitler, morou em diversos países da Europa. Foi perseguido não só pelos nazistas, como por anticomunistas e membros do movimento macarthista dos Estados Unidos. Só retornou à Alemanha em 1949, quando ao lado de sua esposa, a atriz Helene Weigel, fundou o Berliner Ensemble, grupo teatral que o acompanharia até o fim da vida.
No Brasil a primeira montagem profissional de uma peça de Brecht foi realizada em 1958, no teatro Maria Della Costa, em São Paulo (o texto era A Alma Boa de Setsuan). Desde então, inúmeros espetáculos colocaram em movimento idéias do dramaturgo alemão, ainda que indiretamente.
O musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque, inspirado na Ópera dos Três Vinténs; a montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, no Teatro Oficina (feita em 1967 por José Celso Martinez Corrêa), e a criação do Sistema Curinga, de Augusto Boal, inspirado no conceito de distanciamento, são exemplos da influência brechtiana no teatro nacional.
Principalemnte durante o período da ditadura militar no Brasil, Brecht tornou-se referência obrigatória entre os artistas da época, por suas convicções socialistas.
Na área editorial, a divulgação do trabalho do dramaturgo, de sua biografia e críticas a seu respeito é intensa. Já escreveram sobre ele ensaístas como Anatol Rosenfeld, Sábato Magaldi, Ingrid Koudela, Gerd Bornheim, Jacó Guinsburg, Antonio Pasta Jr. e Márcio Marciano. Seus tradutores formam igualmente um time de primeira linha, que inclui Manuel Bandeira (O Círculo de Giz Caucasiano), Fernando Peixoto (tradutor do Teatro Completo em 12 volumes), Christine Röhrig (O Declínio do Egoísta Johann Fatzer), Roberto Schwarz (A Santa Joana dos Matadouros), Paulo Cesar Souza e Geir Campos (Poemas e Canções), entre outros.
A principal contribuição de Brecht foi ter criado recursos teatrais diferenciados, simultaneamente estéticos e políticos. Ele buscava elementos opostos aos utilizados no teatro aristotélico. Nas notas escritas para a Ópera dos Três Vinténs e Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, critica o “teatro burguês”, que classifica como “teatro culinário”: o público compra emoções e estados de êxtase para satisfazer sua necessidade imediata de entretenimento.
Bertolt Brecht acreditava em um teatro que pudesse “conciliar a preocupação artística com a preocupação política sem nunca submeter uma à outra, mas justamente encontrando um novo e surpreendente significado para ambas”.

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Envelhecimento Saudável


A vaidade e a saúde física não são os únicos motivos para se jogar em uma dieta.
Um estudo alemão publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) comprova que o corte no consumo de calorias é capaz de gerar significativa perda de peso e redução no índice de massa corporal mas também pode aumentar a memória.
A pesquisa confirma resultados de estudos anteriores feitos com ratos. Testes haviam mostrado que dietas pobres em calorias e ricas em ácidos graxos insaturados – como os encontrados no azeite de oliva e em peixes – ajudaram a melhorar o desempenho da memória dos animais no envelhecimento.
Para verificar se os mesmos efeitos ocorrem em humanos, pesquisadores da Universidade de Münster, na Alemanha, selecionaram 50 idosos saudáveis (21 homens e 29 mulheres), com idade média de cerca de 60 anos, alguns com peso normal e outros em excesso.
Os participantes foram divididos em três grupos. Para o primeiro, foi prescrita uma restrição no consumo de calorias de até 30%. O segundo foi submetido a um aumento no consumo de ácidos graxos insaturados de até 20%, sem que a ingestão de gorduras totais fosse alterada. O terceiro não sofreu alterações na dieta.
Antes das intervenções alimentares e três meses depois, os pesquisadores avaliaram a função cognitiva dos indivíduos. Após a dieta o resultado foi um aumento significativo dos registros de memória verbal para os que fizeram a restrição calórica. Os outros dois grupos não mostraram mudanças significativas na memória.
Segundo os pesquisadores, esse aumento no desempenho da memória está relacionado com uma redução da atividade inflamatória e quedas nos níveis de insulina e da proteína C-reativa – que foram mais pronunciadas em indivíduos com melhor adesão à dieta.
Com isso temos um caminho para a investigação do papel da insulina e de inflamações no declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento. Esse estudo pode ajudar a gerar novas estratégias de prevenção para manter as funções cognitivas na velhice.

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Campanha Contra a Homofobia


A campanha NÃO HOMOFOBIA, uma iniciativa do Grupo Arco-Íris de Conscientização LGBT, veiculará em algumas emissoras um filme publicitário no qual será mostrado a igualdade entre as pessoas independentemente da orientação sexual.

Produzido pela agência de propaganda Giacometti Propaganda, o infomercial com duração de 30 segundos será transmitido pelas emissoras AXN, Animax, MTV, TV Cultura e Sony.

O intuito é que a propaganda na televisão ajude a campanha “Não Homofobia” a acolher mais assinaturas virtuais para que auxilie na aprovação do PLC 122/06, o qual criminalizará a homofobia no Brasil. Veja abaixo o vídeo da campanha e acesse o site www.naohomofobia.com.br para participar desta campanha.

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I Will Survive


Quem nunca chacoalhou numa pista de dança ao som de I Will Survive, com certeza não viveu as 3 últimas décadas.
Lançada em outubro de 1978, a canção de Freddie Perren e Dino Fekaris gravada por Glória Gaynor, é um sucesso que já dura mais de 30 anos e até hoje levanta qualquer festa.
Lançada como lado B de um single que trazia Substitute como canção principal. Assim que chegou às lojas e às discotecas, a bolacha virou e I Will Survive foi parar entre as top 100 da Billboard em 1979 e primeiro lugar no Reino Unido. Entre muitos outros prêmios, a música ganhou o Grammy em 1980 e entrou também na lista das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos da revista Rolling Stones.
Inicialmente tomada como hino contra a discriminação feminina, a música tocou também a causa gay que sofria com o surgimento da AIDS. O refrão que diz "Eu vou sobreviver" ganhou uma conotação muito mais forte do que quando concebido por seus compositores.
O clip original da música foi gravado em 1979 na lendária dicoteca Xenon, de Nova York. I Will Survive também fez parte da trilha sonora de dezenas de filmes, entre eles: Pricilla, A Rainha do Deserto e Quatro Casamentos e Um Funeral (ambos de 1994).
Regravada em praticamente todos os idiomas, I Will Survive já ganhou interpretações de outros grandes nomes da música mundial como: Gladys Knight & The Pips (1980), Sister Sledge's (1993), Diana Ross (1995), Cake (1996), Celia Cruz (2000) e Alexey Igudesman e Richard Hyung-Ki Joo fizeram um versão erudita e ao mesmo tempo super divertida, veja no vídeo abaixo.
No Brasil, Vanusa gravou uma versão em português. Abafa o caso. E a banda As Velhas Virgens fizeram uma versão satírica chamada Vai Wilsom Vai.
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Ladrão Que Rouba Ladrão...



...Não tem mais 100 anos de perdão.
Depois do bafafá envolvendo a empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, outro grande nome do mercado de luxo no Brasil vem estampar os noticiários pelos mesmos motivos. Tânia Bulhões, dona de uma loja de perfumes e outra de decoração de interiores que levam seu nome, está sendo indiciada por sonegação de impostos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outras.
O esquema de importação fraudulenta, ao que tudo indica, estabelece uma forte ligação entre as duas marcas. A Daslu e a Tânia Bulhões Home tinham negócios com a importadora By Brasil, com subfaturamento de até 70% na importação de produtos de luxo.
Muita poeira ainda será levantada no caso Tânia Bulhões. A Receita Federal está investigando uma lista de clientes da loja que compravam sem nota ou com um valor declarado abaixo do valor pago. Dizem que a tal lista é mais do que V.I.P., é um verdadeiro compêndio de nomes de celebridades e milhornários paulistanos.
Se esse povo todo for parar na cadeia... Acho que logo aparecerá um empreendedor visionário construindo um xilindró de luxo no Morumbi (com vista para o Parque Burle Marx) para recolher somente o crème de la crème da bandidagem de São Paulo.
Seria o fim da impunidade no Brasil? Não sou tão otimista. Além da impunidade a justiça brasileira precisa acabar com a imunidade de que gozam os políticos. Dos que constroem castelos aos que empregam dezenas de familiares vagabundos, dos desviam dinheiro dos cofres públicos aos que conseguem inocentar filhos marginais que incendeiam índios.

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Não, ela não é Billie Holiday



Lembro de quando Win Wenders lançou o fabuloso filme "Paris, Texas". Eu era um molecão e até então nem imaginava que no interior do Texas poderia haver uma cidade chamada Paris. Na época o título do filme me soava muito engraçado.
Tão engraçado quanto agora, aos 46 anos de idade, descobri Atenas nos cafundós da Georgia. Uma cidadezinha de 100 mil habitantes, conhecida (?!) por suas universidades e onde nasceu uma das mais apaixonantes cantoras da atualidade.
O nome dela é Madeleine Peyroux e, embora seja cultuada como uma cantora de jazz, ela canta mesmo é blues. E como canta!
Ok, sua voz e seu jeitinho de interpretar tem uma pitada de Billie Holiday, mas é só uma pitada mesmo. Madeleine tem timbre próprio e muita personalidade. Essa pitadinha de Billie Holiday deve ter vindo dos tempos em que ela, aos 16 anos, rodou a Europa com o The Lost Wandering Blues and Jazz Band, cantando Billie, Ella Fitzgerald e Bessie Smith.
Antes disso Madeleine integrou o grupo The Riverboat Shufflers, grupo boêmio do Quartier Latin, em Paris. Começou passando o chapéu e depois de algum tempo passou a cantar.
Toda essa vivência precoce está bem nítida em Dreamland, seu primeiro álbum, lançado em 1996. Com 3 canções inéditas e vários covers de clássicos do blues, Madeleine canta acompanhada por um time feras do jazz como o pianista Cyrus Chestnut, o baterista Léon Parker, os guitarristas Vernon Reid e Marc Ribot e o saxofonista/clarinetista James Carter.
Depois desse disco, Madeleine voltou ao anonimato, cantando nas ruas de Paris e fazendo pequenos concertos em bares e cafés, geralmente sem usar seu nome verdadeiro. Continuou também a trabalhar com outros artistas, entre eles William Galison, com quem gravou o EP "Got You on My Mind", que era vendido apenas em seus shows.
Em 2004 veio à luz seu segundo álbum "Careless Love". Com apenas uma canção original (Don't Wait Too Long) e covers de Leonard Cohen, Elliot Smith, Bob Dylan e Hank Williams entre outros, o disco alcançou grande sucesso, chegando aos primeiros lugares no Reino Unido.
E quando todo mundo (inclusive sua gravadora) achava que ela ia tomar chá de sumiço novamente, em 2006 Madeleine lançou Half of The Perfect World, outro álbum brilhante com covers de Leonard Cohen, Tom Waits e Serge Gainsburg. Este terceiro álbum trouxe uma Madeleine meio folk, dando ainda mais personalidade ao seu trabalho.
Este ano ela lançou Bare Bones, seu primeiro álbum só com composições próprias. Uma tremenda reviravolta! Sem perder a pegada do blues e do folk, ela aparece agora quase pop, quase comercial, mas sem perder a elegância e o talento. Bare Bones não decepciona, muto pelo contrário, é quase uma sequência lógica no trabalho de uma artista que não se rende às imposições do mercado e nem perde a realidade do contato com as ruas, onde a arte acontece de forma espontânea.
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Eli "Paperboy" Reed




Nem só de vozes femininas vive a nova safra de soul singers. Joss Stone, Amy Winehouse e Sharon Jones são verdadeiras divas de uma geração que deu sangue novo à soul music mas Eli “Paperboy” Reed é a voz masculina que dá ao soul uma nova alma.
Eli é branquelo, baixinho e nasceu em Boston. Deve ter sido algum erro de reencarnação mas que o destino logo tratou de consertar fazendo-o ir para o Mississipi e colocando-o em contato com clássicos da Motown dos anos 60 e 70 (James Brown, Otis Redding, Solomon Burke, Al Green e Marvin Gaye) e desenvolver seu talento, que veio naturalmente aclopado a uma voz poderosa.
Sem querer reinventar a roda ou imitar seus ídolos Eli "Paperboy" Reed canta a soul music como ela deve e merece ser cantada: com sentimento, com personalidade e com alma. Com uma banda igualmente talentosa e cheia de bossa chamada The True Loves, Eli faz um barulho bom de ouvir e que mexe com a gente.
Seu primeiro disco é uma verdadeira raridade. Foi lançado em 2005 de forma independente, ou seja, com tiragem pequena e má distribuição. No final de 2008 veio o segundo disco, "Roll With You", desta vez lançado pela gravadora Q Division.
As 11 faixas que compõem "Roll With You" são matadoras. Não tem como destacar uma ou outra música como sendo a melhor. Mas eu não posso deixar de citar "Stake Your Claim", a faixa que abre o disco e que foi o meu primeiro contato com esse entregador de jornal. Um contato que nunca vou esquecer.

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Zero


O zero é uma idéia relativamente recente. Esse símbolo surgiu por volta do século VIII depois de Cristo, conforme registros de textos matemáticos indianos de uma Escola de Pensamento decorrente do hinduísmo e do budismo. Essa Escola buscava a transcendência e superação do Karma através da renúncia ao mundo material. O nada era o caminho para o Nirvana.
A devoção ao vazio deu origem ao conceito do zero, absorvido pela matemática e pela metafísica. Na matemática ele se tornou um número e seu nome em sânscrito, “Sunya”, significa “vazio”.
Os comerciantes árabes foram os responsáveis pela divulgação do zero em outras culturas e também pela introdução do número zero na matemática prática. Mas no ocidente, principalmente no mundo católico, o zero era considerado número do diabo, tanto que o inventor do relógio mecãnico Silvestre II (que foi Papa de 999 a 1003), teve que usar os algarismos romanos em sua invenção.
Em consequência do zero surgiram os números negativos. Matemáticos, rosa cruzes e alquimistas se curvaram diante da grande novidade e, apesar de não fazer sentido no mundo real, os números negativos faziam sentido dentro do sistema.
Inicialmente o zero era usado após o número 9, somente no século XVI, quase na Era da Razão, é que o zero foi finalmente colocado antes do número 1 e o conceito dos números irracionais começou a ser desenvolvido. O zero se tornou indispensável para nossas vidas como seu uso transformou a maneira como vemos a natureza e nossas atitudes a respeito de nós mesmo.
Inicialmente o zero representava o vazio (Sunya) e mais tarde, traduzido para o latim como Chiffra passou a traduzir o conceito de “nada” formando as bases do ateísmo, a negação do espiritual e a não-existência após a morte.
O zero é, nos tempos atuais, parte do sistema que revolucionou a comunicação mundial e transformou nossas vidas em todos os aspectos. O sistema binário permite fazer operações lógicas e aritméticas usando apenas dois dígitos ou dois estados (sim e não, falso e verdadeiro, tudo ou nada, 1 ou 0, ligado e desligado). Toda eletrônica digital, computação e programação está baseada nesse sistema.
É praticamente impossível imaginar a vida sem o zero. Ele já existia antes do inicio e ainda estará aqui depois do fim de tudo. Nada é mais absoluto que o nada. Nada é mais concreto que o vazio.

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Do Começo Ao Fim

Se uma cena de beijo entre dois homens ainda arrancam gritos indignados das platéias brasileiras em pelno século XXI, imagine o basfond que vai rolar quando o filme "Do Começo Ao Fim", de Aluizio Abranches, chegar aos cinemas?
Além da temática homossexual, recheada de cenas super românticas e sensuais entre dois rapazes, o filme fala de incesto pois os dois rapazes em questão são irmãos.
Com estréia prevista para 29 de agosto de 2009, "Do Começo Ao Fim" já tem garantido o título de filme mais polêmico do ano e já está causando na internet. O trailler do filme no YouTube teve quase 300 mil visualizações.
O diretor carioca Aluizio Abranches trabalhou como ssistente de direção e como produtor de vários filmes, até estrear com "Um Copo de Cólera" em 1999. Uma estréia e tanto pois "Um Copo de Cólera" foi selecionado para o Festival de Berlim e teve grande repercussão na Europa. Na Itália chegou a ser comparado com "O Ultimo Tango em Paris", de Bernardo Bertolucci.
Em 2002 Aluizio lançou "As 3 Marias", que também teve uma ótima carreira interncaional, chegando a ser exibido no circuito comercial nos Estados Unidos.
O filme "Do Começo Ao Fim" tem em seu elenco: Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Gabriel Kaufmann, Jean Pierre Noher, Mausi Martínez, Lousi Cardoso, Lucas Cotrim, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos.

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QUERCUS

Um maravilhoso presente esse vídeo que foi enviado por minha amiga Sandra Cárnio, uma das cabeças pensantes mais interessantes que eu conheço.
Tão triste quanto maravilhoso, esse vídeo é uma produção da ONG portuguesa QUERCUS que, desde 1985 reúne pessoas em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
O nome QUERCUS é a sobrepoisção em latin do nome das árvores mais importantes dentro do ecosistema daquele país: os Carvalhos, as Azinheiras e os Sobreiros.
Suas ações são caracterizadas pela inteligência e irreverência. Sua eficiência está na descentralização através de núcleos regionais espalhados por todo o país.
O vídeo é triste, a mensagem é clara e fico muito feliz em ver surgir cada vez mais pessoas empenhadas em mudar a triste realidade do nosso planeta.
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O Fim do Mundo


A espécie humana, que já conta 6,7 bilhões de indivíduos, modificou de tal maneira seu meio ambiente que, nesta fase atual da sua história, ejá começou a atingir gravemente a biodiversidade das espécies terrestres e marinhas e, a médio prazo, estará ameaçando a sua própria sobrevivência.

Um número cada vez maior de cientistas não hesita em falar de uma sexta extinção, que será provocada pelas importantes alterações introduzidas pelo ser humano na natureza e no meio ambiente.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), com sede na Suíça desenvolve estudos sobre 41.415 espécies (de um total de cerca de 1,75 milhão conhecidas) para elaborar sua lista vermelha anual, ela avalia que 16.306 estão ameaçadas. Ou seja, um mamífero em cada quatro, uma ave em cada oito, um terço de todos os anfíbios e 70% de todas as plantas estudadas estão correndo perigo, segundo a UICN.

Será ainda possível frear esse declínio das espécies, que correm o risco de ampliar-se quando o nosso planeta atingir 9,3 bilhões de humanos em 2050? Os biólogos americanos Paul Ehrlich e Robert Pringle (da Universidade Stanford, na Califórnia) acreditam que isso seja possível, com a condição de que diversas medidas radicais sejam tomadas no plano mundial.

Eles apresentam essas medidas num relatório publicado em 12 de agosto na revista americana "Proceedings of The National Academy Of Sciences" (PNAS - Minutas da Academia Nacional de Ciências), em uma edição que dedica um dossiê especial à sexta extinção.

Em preâmbulo, os dois pesquisadores não hesitam a declarar que "o futuro da biodiversidade no decorrer dos próximos 10 milhões de anos será certamente determinado pelo que acontecerá nos próximos 50 a 100 anos que estão por vir, em função da atividade de uma única espécie, o Homo sapiens, que tem apenas 200.000 anos de existência". Se considerarmos que as espécies de mamíferos - às quais nós pertencemos - têm uma vida útil de um milhão de anos em média, isso coloca o Homo sapiens em meados da sua adolescência. Este "adolescente" mal-criado, "um narcisista que pressupõe a sua própria imortalidade, andou maltratando o ecossistema que o criou e o mantém em vida, sem preocupar-se com as conseqüências dos seus atos", acrescentam severamente Paul Ehrlich e Robert Pringle.

Segundo os dois cientistas, é preciso insuflar uma mudança de mentalidade profunda, de maneira que a humanidade enxergue a natureza com outros olhos. Isso porque "a idéia segundo a qual o crescimento econômico é independente da saúde do meio ambiente e que a humanidade pode expandir indefinidamente sua economia é uma perigosa ilusão", afirmam Ehrlich e Pringle. Para enfrentar esta perda de rumo, é preciso começar controlando o ritmo da expansão demográfica e diminuindo nosso consumo excessivo dos recursos naturais, dos quais uma boa parte serve para saciar gostos supérfluos e não para as necessidades fundamentais. Por exemplo, a piscicultura e a avicultura são atividades menos onerosas em termos de transportes e de consumo de combustível, do que a criação dos porcos e dos bois, dois animais reunidos no sacrossanto cheeseburger com bacon...

Os autores do estudo propõem um outro ângulo de ataque: os serviços oferecidos pela biosfera são numerosos e gratuitos. Ela fornece as matérias-primas; os sistemas naturais de filtração das águas; a estocagem do carbono pelas florestas; a prevenção da erosão e das inundações pela vegetação, além da polinização das plantas por vários tipos de insetos e de pássaros. Por si só, esta última atividade movimenta cerca de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,4 bilhões) nos Estados Unidos. Com isso, seria extremamente necessário avaliar os custos dos serviços oferecidos pela natureza e incluí-los nos cálculos econômicos, de tal modo que se possa garantir sua proteção.

Para financiar o desenvolvimento das áreas protegidas, cujo número é insuficiente e que são excessivamente parceladas, Paul Ehrlich e Robert Pringle propõem que se recorra a fundações privadas dedicadas à conservação. Esta solução apresenta a vantagem de ser menos custosa para os contribuintes e permite gerar quantias importantes. Na Costa Rica, um fundo desse tipo, o Paz Con La Naturaleza, arrecadou US$ 500 milhões (cerca de R$ 800 milhões), quantia esta que servirá para financiar o sistema de conservação do país. É possível igualmente associar de maneira mais estreita pastores e agricultores nas tarefas de preservação da biodiversidade, evitando impor-lhes decisões em relação às quais eles não têm nenhum poder de controle, e com a condição de que a sua fonte de renda seja preservada. Esse processo deve ser viabilizado por meio de explicações e de uma melhor educação neste campo. Contudo, nada impede que esforços também sejam empenhados na restauração das áreas onde o habitat foi deteriorado.

Entretanto, os dois pesquisadores se dizem preocupados diante do divórcio crescente, nos países industrializados, entre a população e a natureza, divórcio esse gerado pela utilização intensiva da multimídia. Eles constatam que, "nos Estados Unidos, a expansão das mídias eletrônicas coincidiu com uma diminuição importante das visitas aos parques nacionais, depois de um crescimento ininterrupto que durou cinqüenta anos". Além disso, ao que tudo indica, fenômenos similares andaram ocorrendo em outros países desenvolvidos. Diante dessa tendência, mostrando com isso que eles também têm um senso inegável do que é oportuno, Paul Ehrlich e Robert Pringle propõem que se acrescente uma dimensão ecológica aos universos virtuais mais conhecidos, tais como o Second Life.

Os primórdios da vida remontam a 3,7 bilhões de anos. Mas foi preciso esperar até a explosão do período cambriano, há 500 milhões de anos (Ma), para que apareçam os primeiros organismos marinhos complexos. A partir dessa data, cinco grandes extinções ocorreram.

A PRIMEIRA, a 440 milhões de anos, fez desaparecerem 65% das espécies, todas elas marinhas. Glaciações importantes, seguidas por um forte aquecimento teriam provocado grandes flutuações dos níveis marinhos.

A SEGUNDA, a 380 milhões de anos, provocou a morte de 72% das espécies, em sua maior parte espécies marinhas. A catástrofe teria ocorrido devido a um esfriamento global que se sucedeu à queda de vários meteoritos.

A TERCEIRA, a 250 milhões de anos, foi tão importante que a vida por pouco não conseguiu renascer. Segundo estimativas, 90% de todas as espécies (marinhas e terrestres) desapareceram. As causas dessa catástrofe até hoje vêm sendo debatidas, mas, acredita-se que imensas massas de lava em fusão que arrebentaram na Sibéria, possivelmente provocadas pela queda de um asteróide, alteraram profundamente o clima e diminuíram o oxigênio, o qual se dissolveu na água dos mares.

A QUARTA, a 200 milhões de anos, é associada à abertura do oceano Atlântico e ao surgimento de importantes massas de lava em fusão que aqueceram o clima. 65% das espécies desapareceram.

A QUINTA, a 65 milhões de anos, é a mais conhecida, uma vez que ela é associada ao desaparecimento dos dinossauros e de 62% das espécies. Entre as causas apresentadas estão a queda de um asteróide no golfo do México e o surgimento de importantes massas de lava em fusão na Índia.

MAIS PERTO DA NOSSA ÉPOCA, NO DECORRER DE UM PERÍODO QUE VAI DE 50.000 A 3.000 ANOS, antes dos nossos dias, a metade das espécies dos grandes mamíferos que pesavam mais de 44 kg desapareceu. Alguns pesquisadores incriminam principalmente o homem e consideram que a sexta extinção, aquela que é provocada pela ação do Homo Sapiens, já começou.


Fonte: Le Monde
Testo: Christiane Galus
Tradução: Jean-Yves de Neufville

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Foda É Transar Na Rede




O vídeo "Foda É Transar na Rede" é uma divertida obra de animação assinada por Danilo Sacramento, satirizando os romances virtuais.
Danilo é ator e já fez várias participações em novelas da Globo, SBT e Record. Protagonizou o quadro “Pensamentos de um Macho de Respeito”, transmitido pelo canal Sony e é comentarista e videoreporter free lancer da ESPN desde 1998, fazendo cobertura de esportes radicais.
Feito para o Festival do Minuto de 2006, onde só concorrem vídeos de mais ou menos 1 minuto de duração, "Foda É Transar Na Rede" traz o próprio Danilo como ator e a participação da atriz Karina Marin.
No YouTube o filme já teve mais de 320 mil vizualizações.

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Homo Erectus

Quem me mandou essa preciosidade foi meu amigo e fotógrafo João Ballas.
É uma animação inteirinha feita a mão, usando apenas canetinha Pilot. Executada com maestria pelo diretor de arte Rodrigo Burdman a partir de um texto sensacional de Marcelino Freire, com locução inconfundível de Paulo Cesar Pereio.
Adorei!!! video

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