O Herói Desmascarado


O estilista Mário Queiroz lançou ontem, dia 13 de agosto, o livro “O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia”. O evento foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista e reuniu amigos, imprensa especializada e admiradores do trabalho que Mário desenvolve a anos.
Mário é hoje o maior especialista em moda masculina do Brasil, respeitado inclusive por outros grandes estilistas. Formado em jornalismo ele entrou no mundo da moda pelas portas do varejo e trilhou um longo caminho até construir sua própria grife, lançada em 1995. Mário não só faz moda como também vive de moda, respira moda, pensa moda e ensina moda. Ele é professor da Faculdade Anhembi Morumbi e dá cursos e palestras por todo o Brasil.
O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia é uma publicação da Estação das Letras e Cores e é um estudo de editoriais da revista inglesa Arena Homme Plus, que por mais de 22 anos foi a principal publicação sobre moda masculina no mundo.
A orelha do livro leva a assinatura do jornalista Lula Rodrigues, outro nome de peso quando o assunto é moda para homens. Lula descreve o estilista como um homem forte e diz que: “Para escrever sobre o homem, sua moda, seus modos, seus trajes, suas imagens e fantasias, no Brasil, o autor tem que ser, ‘antes de tudo, um forte’, assim como o sertanejo, descrito no livro, ‘Os sertões’, de Euclides da Cunha. Criar roupas para este homem contemporâneo, tratar dele como assunto acadêmico, tentar decifrá-lo em sala de aula, e fazer disso o seu ganha pão, aqui no Brasil, também é trabalho para um forte.”
O Herói Desmascarado – A Imagem do Homem na Mídia é um livro obrigatório para quem trabalha com moda, para quem gosta de moda e para quem quer entender um pouco do assunto.

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Bertolt Brecht




Amanhã, dia 14 de agosto, será o 53º aniversário da morte de um dos maiores nomes da história do teatro e da literatura.
Bertolt Brecht (1898-1956) foi autor teatral, escritor e diretor de 50 peças, contista, co-editor da publicação cultural russa Das Wort (A Palavra) e colaborador de diversas revistas de refugiados da Segunda Guerra Mundial. Escreveu canções, diários de trabalho, ensaios, um roteiro de cinema com o cineasta Fritz Lang (Hangmen Also Die!, de 1943) e até poesia.
Brecht sofreu um infarto aos 58 anos. Deixou inúmeros textos incompletos, entre eles o romance "Os negócios do Senhor Julio César" e outros fragmentos, só recentemente descobertos.
Ele nasceu Ugen Friedrich Bertolt Brecht em Augsburg (Alemanha), em 10 de fevereiro de 1898. Sua primeira peça, A Bíblia, foi publicada na revista literária da escola aos 15 anos. A obra considerada inaugural de sua carreira é Baal, criada cinco anos depois, enquanto estudava medicina e prestava serviço militar como enfermeiro no hospital de sua cidade natal, durante a Primeira Guerra Mundial.
Baal só seria encenada em 1923, mas daí em diante Brecht alcançaria projeção rapidamente.
Exilado da Alemanha em 1933 por fazer oposição a Hitler, morou em diversos países da Europa. Foi perseguido não só pelos nazistas, como por anticomunistas e membros do movimento macarthista dos Estados Unidos. Só retornou à Alemanha em 1949, quando ao lado de sua esposa, a atriz Helene Weigel, fundou o Berliner Ensemble, grupo teatral que o acompanharia até o fim da vida.
No Brasil a primeira montagem profissional de uma peça de Brecht foi realizada em 1958, no teatro Maria Della Costa, em São Paulo (o texto era A Alma Boa de Setsuan). Desde então, inúmeros espetáculos colocaram em movimento idéias do dramaturgo alemão, ainda que indiretamente.
O musical Ópera do Malandro, de Chico Buarque, inspirado na Ópera dos Três Vinténs; a montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, no Teatro Oficina (feita em 1967 por José Celso Martinez Corrêa), e a criação do Sistema Curinga, de Augusto Boal, inspirado no conceito de distanciamento, são exemplos da influência brechtiana no teatro nacional.
Principalemnte durante o período da ditadura militar no Brasil, Brecht tornou-se referência obrigatória entre os artistas da época, por suas convicções socialistas.
Na área editorial, a divulgação do trabalho do dramaturgo, de sua biografia e críticas a seu respeito é intensa. Já escreveram sobre ele ensaístas como Anatol Rosenfeld, Sábato Magaldi, Ingrid Koudela, Gerd Bornheim, Jacó Guinsburg, Antonio Pasta Jr. e Márcio Marciano. Seus tradutores formam igualmente um time de primeira linha, que inclui Manuel Bandeira (O Círculo de Giz Caucasiano), Fernando Peixoto (tradutor do Teatro Completo em 12 volumes), Christine Röhrig (O Declínio do Egoísta Johann Fatzer), Roberto Schwarz (A Santa Joana dos Matadouros), Paulo Cesar Souza e Geir Campos (Poemas e Canções), entre outros.
A principal contribuição de Brecht foi ter criado recursos teatrais diferenciados, simultaneamente estéticos e políticos. Ele buscava elementos opostos aos utilizados no teatro aristotélico. Nas notas escritas para a Ópera dos Três Vinténs e Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, critica o “teatro burguês”, que classifica como “teatro culinário”: o público compra emoções e estados de êxtase para satisfazer sua necessidade imediata de entretenimento.
Bertolt Brecht acreditava em um teatro que pudesse “conciliar a preocupação artística com a preocupação política sem nunca submeter uma à outra, mas justamente encontrando um novo e surpreendente significado para ambas”.

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Envelhecimento Saudável


A vaidade e a saúde física não são os únicos motivos para se jogar em uma dieta.
Um estudo alemão publicado na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) comprova que o corte no consumo de calorias é capaz de gerar significativa perda de peso e redução no índice de massa corporal mas também pode aumentar a memória.
A pesquisa confirma resultados de estudos anteriores feitos com ratos. Testes haviam mostrado que dietas pobres em calorias e ricas em ácidos graxos insaturados – como os encontrados no azeite de oliva e em peixes – ajudaram a melhorar o desempenho da memória dos animais no envelhecimento.
Para verificar se os mesmos efeitos ocorrem em humanos, pesquisadores da Universidade de Münster, na Alemanha, selecionaram 50 idosos saudáveis (21 homens e 29 mulheres), com idade média de cerca de 60 anos, alguns com peso normal e outros em excesso.
Os participantes foram divididos em três grupos. Para o primeiro, foi prescrita uma restrição no consumo de calorias de até 30%. O segundo foi submetido a um aumento no consumo de ácidos graxos insaturados de até 20%, sem que a ingestão de gorduras totais fosse alterada. O terceiro não sofreu alterações na dieta.
Antes das intervenções alimentares e três meses depois, os pesquisadores avaliaram a função cognitiva dos indivíduos. Após a dieta o resultado foi um aumento significativo dos registros de memória verbal para os que fizeram a restrição calórica. Os outros dois grupos não mostraram mudanças significativas na memória.
Segundo os pesquisadores, esse aumento no desempenho da memória está relacionado com uma redução da atividade inflamatória e quedas nos níveis de insulina e da proteína C-reativa – que foram mais pronunciadas em indivíduos com melhor adesão à dieta.
Com isso temos um caminho para a investigação do papel da insulina e de inflamações no declínio cognitivo relacionado ao envelhecimento. Esse estudo pode ajudar a gerar novas estratégias de prevenção para manter as funções cognitivas na velhice.

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Campanha Contra a Homofobia


A campanha NÃO HOMOFOBIA, uma iniciativa do Grupo Arco-Íris de Conscientização LGBT, veiculará em algumas emissoras um filme publicitário no qual será mostrado a igualdade entre as pessoas independentemente da orientação sexual.

Produzido pela agência de propaganda Giacometti Propaganda, o infomercial com duração de 30 segundos será transmitido pelas emissoras AXN, Animax, MTV, TV Cultura e Sony.

O intuito é que a propaganda na televisão ajude a campanha “Não Homofobia” a acolher mais assinaturas virtuais para que auxilie na aprovação do PLC 122/06, o qual criminalizará a homofobia no Brasil. Veja abaixo o vídeo da campanha e acesse o site www.naohomofobia.com.br para participar desta campanha.

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I Will Survive


Quem nunca chacoalhou numa pista de dança ao som de I Will Survive, com certeza não viveu as 3 últimas décadas.
Lançada em outubro de 1978, a canção de Freddie Perren e Dino Fekaris gravada por Glória Gaynor, é um sucesso que já dura mais de 30 anos e até hoje levanta qualquer festa.
Lançada como lado B de um single que trazia Substitute como canção principal. Assim que chegou às lojas e às discotecas, a bolacha virou e I Will Survive foi parar entre as top 100 da Billboard em 1979 e primeiro lugar no Reino Unido. Entre muitos outros prêmios, a música ganhou o Grammy em 1980 e entrou também na lista das 500 Melhores Canções de Todos os Tempos da revista Rolling Stones.
Inicialmente tomada como hino contra a discriminação feminina, a música tocou também a causa gay que sofria com o surgimento da AIDS. O refrão que diz "Eu vou sobreviver" ganhou uma conotação muito mais forte do que quando concebido por seus compositores.
O clip original da música foi gravado em 1979 na lendária dicoteca Xenon, de Nova York. I Will Survive também fez parte da trilha sonora de dezenas de filmes, entre eles: Pricilla, A Rainha do Deserto e Quatro Casamentos e Um Funeral (ambos de 1994).
Regravada em praticamente todos os idiomas, I Will Survive já ganhou interpretações de outros grandes nomes da música mundial como: Gladys Knight & The Pips (1980), Sister Sledge's (1993), Diana Ross (1995), Cake (1996), Celia Cruz (2000) e Alexey Igudesman e Richard Hyung-Ki Joo fizeram um versão erudita e ao mesmo tempo super divertida, veja no vídeo abaixo.
No Brasil, Vanusa gravou uma versão em português. Abafa o caso. E a banda As Velhas Virgens fizeram uma versão satírica chamada Vai Wilsom Vai.

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