Galeria: SANGUE NOVO EM NOVA YORK

O artista californiano agora radicado em Nova York, Logan Criley.









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O MESTRE DO NANKIM, Alex Konahin


Natural da Letônia, Alex Konahin é um artista mestre em nanquim sobre papel, que cria ilustrações intrincadas e ricamente ornamentadas, em um estilo que remete ao barroco.
Seus trabalhos são vendidos para colecionadores através do Big Cartel. Todas as obras são reproduzidas em edição limitada e assinados.













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MODA & DESIGN Com Conceito de Arte


Não consigo imaginar a moda ou o design como outra coisa que não seja arte. Se não for arte, não é moda e não é design. Torna-se qualquer outra coisa e aí realmente não me interessa, não me faz parar para apreciar e pensar.
E quando a arte ultrapassa os limites do que é convencionado como belo e facilmente digerível, quando a arte se torna algo desafiador, aí realmente ela se firma como Arte, com “a” maiúsculo.




Sruli Recht, é um criador estabelecido na Islândia que não cabe dentro de nenhum quadrado. Sua criatividade se manifesta das mais diversas formas: na moda, no design de objetos, joalheria, nas artes visuais... Recht não se acomoda nem dentro dos conceitos de arte. Ele não tem limites.


Como quando extraiu de seu próprio abdômen um pedaço de pele com pelos e, depois de salgá-la e dar um banho de bronze, envolveu-a em uma base de ouro 24 k. para fazer o anel símbolo da coleção anthropodermic.


Nascido em Jerusalém e formado em Design de Moda pela Universidade RMIT em Melbourne, Recht morou por algum tempo em Londres, onde trabalhou com Alexander McQueen. Depois estabeleceu-se em Reykjavík, na Islândia, onde vive e trabalha atualmente.



Conhecido pelo uso de materiais pouco convencionais - como o colete feito com a pele translúcida de um bezerro natimorto e os sapatos de parafina resfriada, ou ainda sua icônica jaqueta de madeira e os chinelos de vidro soprado - Recht é normalmente definido como ousado e polêmico.


A maioria das peças de Recht são únicas, como são as obras de arte. Ao contrário de seus contemporâneos, ele não almeja a produção em série e as grandes massas. Mas como vivemos em um mundo onde a importância de uma obra de arte se mede pelo seu valor de mercado, o anel com a pele e os pelos da barriga de Recht, por exemplo, está avaliada em 350 mil euros.









http://srulirecht.com/





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Foto do Dia

Laurence Olivier and Vivien Leigh, 1937


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A Moda SEM CARAS E SEM BOCAS


Acredito que há um significado filosófico por trás, ou além, das máscaras que se tornam cada vez mais comuns nos desfiles e editoriais de moda, desde o icônico desfile da Maison Martin Margiela em 2011, com suas impactantes máscaras de cristais Swarovski.




Meu primeiro pensamento, quando vi o desfile de Margiela pelo Youtube, foi que as máscaras pareciam bem coerentes visto que a Maison sempre primou por um certo “anonimato”. Avessa à publicidade e badalações típicas das outras grifes, pareceu natural que eles não quisessem que a fama de alguns modelos na passarela desviassem a atenção da coleção.


Na verdade, não era a primeira vez que as máscaras em desfiles chamavam minha atenção. Alguns meses antes, Alexandre Herchcovitch cobriu o rosto de seus modelos com uma maquiagem que os transformava em caveiras, símbolo da marca. Assisti o desfile ao vivo e senti um certo incomodo mas ainda era possível estabelecer uma ligação da máscara com a grife.
Assim como nas máscaras de Margiela, a agressividade travestida beleza incomodava. Havia ali alguma mensagem implícita, uma crítica ou um código, indo muito além do truque de stylist.




Engavetei minhas dúvidas por um tempo até me deparar com o magnífico desfile de Thom Browne no Paris Men's Fashion Spring Summer 2015, onde era possível ver os rostos dos modelos mas completamente artificializados sob uma brilhante e rígida máscara de plástico. Eles não eram de verdade. As roupas de Browne também não são. Não as dos desfiles.




Então um amigo enviou para mim um editorial do fotógrafo Roma Pashkovskiy em colaboração com a designer ucraniana Dina Lynnyk, eleita a melhor em moda jovem pela Harpers Bazaar, onde os modelos aparecem como zumbis, quase assustadores.


Por que os designers tentam esconder os rostos dos modelos nas passarelas e nas campanhas? A resposta mais óbvia é que eles querem chamar mais a atenção para a roupa mas eu,particularmente não acredito em respostas fáceis.


O culto às celebridades e os vigentes padrões de beleza física talvez estejam com seus dias contados. A moda talvez esteja tentando falar mais diretamente ao seu público real e anônimo. Essa é uma possibilidade.

Ou talvez os próprios criadores, escravizados pela Indústria, talvez estejam nos passando uma mensagem cifrada sobre a desumanização da moda. Para os verdadeiros donos do negócio, nós somos apenas uma massa sem rosto, sem identidade... Somos apenas consumidores de roupas, buscando nelas uma ilusão de existência. Mas essa também é apenas outra possibilidade.








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Foto do Dia: Basquiat

Jean-Michel Basquiat e seu gato, 1982, fotografado por James Van Der Zee.


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INNOCENTI: O Ilustrador de Clássicos


O ilustrador italiano Roberto Innocenti nasceu em 1940. Aos 13 anos abandonou a escola e foi trabalhar em uma siderúrgica para ajudar a família. Nas horas vagas, desenhava.
Autodidata, desenvolveu um estilo muito próprio, rico em detalhes, dramático e com uma paleta de cores de extrema delicadeza. Seu talento levou-o a Roma, onde foi trabalhar com cinema de animação e posteriormente como ilustrador de cartazes e peças de teatro.


Em 1970 conheceu o artista norte americano John Alcorn que o convenceu a ilustrar livros infantis. A primeira das obras primas de Innocenti foi uma reinterpretação muito particular do conto Cinderela, de Charles Perrault. O sucesso foi tão grande que ele tornou-se um devoto dos clássicos.



Na sequência veio Rose Blanche, em parceria com Christophe Gallaz, e ambientado na Segunda Guerra Mundial, baseado em muitas experiências da infância de Innocenti. Elogiado pela crítica por sua evasão de sentimentalismo e pelas pinturas poderosas e realistas, só a personagem central da trama aparece em cores vivas.



O tema ressurgiu em Erika Story, escrito por Ruth Vander Zee, narrando a história verídica de um sobrevivente do Holocausto. Innocenti ilustrou este livro usando técnicas incomuns, começando a história com desenhos monocromáticos e que vão ganhando cor à medida que se aproxima dos tempos atuais, refletindo a esperança e otimismo da personagem. Outro fator curioso é que os desenhos são incrivelmente detalhados, exceto os rostos dos adultos.




O grande clássico de Innocenti são suas ilustrações para o conto Pinocchio, de Carlo Collodi. Este livro deu a ele, segundo os críticos, a fama de intérprete principal de Pinóquio. As cores e perspectivas são impressionantes.
Essas e muitas obras de Innocenti fazem dele um dos mais notáveis e premiados artistas contemporâneos, por seu estilo eloquente, dramático e sempre surpreendente.












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