Os Tecidos de Yinka Shonibare


O artista plástico britânico/nigeriano Yinka Shonibare explora o colonialismo e pós-colonialismo no contexto contemporâneo de globalização.


Shonibare explora a pintura, escultura, fotografia, cinema, instalações e performances para mergulhar na cultura de diversos povos, em diversos momentos da história e através das classes sociais, para desconstruir e reposicionar a identidade cultural em sua visão política afiada, principalmente na confusa relação política e econômica entre a África e a Europa.




Ele descreve a si mesmo como um híbrido pós-colonial, usando citações irónicas da história da literatura e da arte ocidental, questionando a validade das identidades culturais contemporâneas.






Shonibare nasceu em Londres, em 1962, mas foi criado na Nigéria desde os 3 anos de idade. Retornou a Londres para estudar Belas Artes. Portador de uma deficiência física que limita seus movimentos em todo o lado esquerdo, ele trabalha com assistentes para realizar seus projetos.



Ganhou notoriedade na cena internacional por seu trabalho na Okwui Enwezor Documenta 10 (2002) e foi um candidato Turner Prize em 2004. Em 2005 ele foi premiado com a decoração de Membro da "Ordem do Império Britânico”. 
Participou da 52ª Bienal de Veneza (2007) e a partir de 2008 excursionou pelos mais importantes museus do mundo, entre eles: o Museu de Arte Contemporânea em Sydney; o Museu de Brooklyn em New York; e o Museu de Arte Africana no Smithsonian Institute em Washington DC.


Os tecidos representam um papel central em suas criações por representar um elo entre as culturas e através dos tempos. Seus mais recentes trabalhos distanciam-se da crítica política e são fruto de uma pesquisa mais poética sobre o movimento dos tecidos e a tridimensionalidade das estampas ao vento.






O resultado são imensas esculturas coloridas e até peças de mobiliário como a Windy Chair 1 (Orange and Blue), exposta na Carpenters Workshop Gallery.



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