Fábio Magalhães, Contemporaneidade Nua e Crua


O baiano Fábio Magalhães é um dos maiores expoentes da arte contemporânea brasileira. Suas obras unem o virtuosismo da pintura clássica mais tradicional a um fazer artístico que envolve condições psíquicas e substratos do imaginário pessoal, rigorosamente estudados em composições fotográficas que antecedem a pintura.


O seu modus operandi permite composições rigorosamente elaboradas e essencialmente perturbadoras. Impossível passar ileso pelo hiper-realismo das imagens de Fábio Magalhães: Vísceras expostas em sacos plásticos, autoflagelação, seu próprio corpo. O artista se expõe de todas as formas, no direito, no avesso e nos sentimentos.




O que choca a maioria das pessoas a princípio é ver-se em Fábio Magalhães de forma tão nua e crua. De imediato, poucos talvez ousassem se expor assim nas paredes de sua sala de visitas. Há também quem veja violência em suas obras. Mas definitivamente suas obras vencem qualquer resistência pela técnica incomparável.









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Luminothérapie, Montreal

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Apesar do rigor do inverno canadense, um evento noturno e ao ar livre é a grande sensação em Montreal até 02 de fevereiro. Trata-se da 6ª edição da Luminothérapie, no Quartier des Spectacles, uma exposição interativa que reúne sons, luzes, arte e tecnologia.
www.cindyboycephoto.com
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Além da projeção de vídeos-arte nas fachadas dos prédios do Quartier des Spectacles, a Place Des Festivals recebeu uma instalação com 30 gangorras gigantes que emitem luz e sons quando acionadas em movimento pelo público.
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Outra atração igualmente interessante é um imenso jardim de refletores que mudam de cor e emitem sons conforme a ação dos ventos, do movimento dos espectadores e até o deslocamento de ar provocado pelos carros na avenida próxima.
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A exemplo do que temos visto aqui no Brasil na FILE, que este ano teve sua 16ª edição no prédio da FIESP, na Avenida Paulista, a tecnologia deve ser a principal matéria prima das artes nas próximas décadas, possibilitando uma interação do público com a obra, como nenhuma outra forma de arte até agora permitia.
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O Surrealismo Minimalista de Oleg Dou


O russo Oleg Dou é definido normalmente como fotógrafo mas ele é um artista plástico que usa a fotografia como mídia para seu rico trabalho que busca em suas imagens a individualidade humana em signos de auto-expressão. 



Surrealista e minimalista, Oleg se inspira em ícones sagrados e na cultura de consumo característica da sociedade contemporânea. Manipulando as imagens, ele transforma seus modelos em bonecos de porcelana, apagando qualquer traço de expressão ou de etnia e evidenciando elementos que comunicam a personalidade ou sentimentos escondidos. 



Oleg trabalha também a porcelana com bibelôs que remetem ao estilo clássico e flerta com a moda com estampas em peças da grife JUUN.J







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A Arte Homoerótica de Albron


Thomas Mann em seu ensaio "Über die Ehe" ("Do Casamento") de 1925, afirma que o homorotismo é estético, enquanto a heterossexualidade é prosaica.
Na História da Arte o homoerotismo sempre esteve presente em todos os campos, principalmente nas artes visuais. Os mais antigos registros estão na arte da Grécia Antiga mas pode ser observada também nas obras de Michelangelo e Leonardo da Vinci, no período renascentista, seguindo por todos os demais períodos até os dias atuais.


Um dos ícones da arte homoerótica contemporânea, Tom of Finland (1920-1991). deixou um legado imenso e de grande importância na construção da homocultura de nossos dias.
O universo fetichista de Tom of Finland, repleto de uniformes e músculos exagerados, influenciou a estética masculina do final do século XX e começo do século XXI, inspirando também muitos outros artistas como é o caso do francês Alexandre Bronnings, ou simplesmente Albron, que constrói a partir de suas fantasias, personagens musculosos, peludos e cheios de humor.



O ilustrador Albron começou a fazer arte homoerótica em 2002. Seu primeiro blog, em 2008, trouxe uma visibilidade sem fronteiras e seus desenhos começaram a ser comercializados para apreciadores do mundo inteiro.
Em 2010, ele começou a experimentar softwares 3D como Zbrush e Blender, que lhe permitiram criar seus próprios homens objetos de desejo. 



Agora Albron busca financiamento nas redes sociais para realizar ser projeto maior, o lançamento de seus personagens em bonecos. Quem quiser colaborar pode procurar por Albron no Patreon.





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The Vader Project


O Vader Project foi lançado em 2005 nos Estados Unidos e foi exposto com sucesso também na Inglaterra e Japão, incluindo uma estadia no badalado Andy Warhol Museum.
Reunindo 100 artistas que reinterpretam o capacete do lendário vilão de Star Wars, o que começou como uma estratégia de negócio simples tornou-se uma impressionante coleção de arte.
Entre os artistas convidados estavam nomes como Dalek, Paul Frank, Marc Ecko and Mike Giant.
Em 2010 os curadores e produtores Dov Kelemer e Sarah Jo Marks da DKE Toys, decidiram que era hora de vender as obras e organizaram um concorrido leilão de Freeman House, Filadélfia.














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Do Lixo Para A Liberdade

O artista visual Paul Villinski utiliza materiais do cotidiano que acabariam no lixo para realizar trabalhos belíssimos e metafóricos, inspirados em suas referências pessoais e da sociedade contemporânea.
O conceito de liberdade permeia toda suas criações, representada por asas feitas com luvas velhas, borboletas produzidas a partir de latas de alumínio e outros tipos de materiais reciclados. Para Villinski, o processo criativo é uma forma de meditação.









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