Obras Sacras de Inos Corradin

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O artista plástico italiano radicado em Jundiaí (SP), Inos Corradin, produziu uma pequena série de telas com temas sacros que ficaram expostas em prédios públicos da cidade entre 1990 e 2015.
Essas obras agora passam a fazer parte da coleção permanente da Pinacoteca Municipal e poderão ser vistas em conjunto a partir desta segunda, 22 de maio.
São 5 telas de diferentes tamanhos, de diferentes fases do artista mas que têm em comum a bela palheta de cores e os elementos poéticos que são marcas registradas de Inos.






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O Segredo do Meu Sucesso


"O Segredo do Meu Sucesso" é o nome da exposição do fotógrafo Paulo Fridman que chega ao grande público no mezanino da estação Sé do Metrô, em São Paulo.

Inaugurada no último dia 1º de maio, essa exposição traz fotos de trabalhadores dos mais diferentes segmentos, feitas entre 2006 e 2015, durante as inúmeras viagens de Fridman por todo o país.


Os personagens, anônimos, de culturas e regiões diferentes têm em comum o olhar, a luz e a composição primorosa que são características desse brilhante artista paulistano formado em engenharia pelo Mackenzie e depois estudou fotografia e cinema nas melhores escolas de Nova York, onde também trabalhou como assistente de fotógrafos renomados como Art Kane, Roger Bester e Michael Somoroff.
Quando voltou ao Brasil, Fridman montou seu estúdio na capital paulista e se tronou um dos grandes nomes da publicidade, ganhador do Prêmio Colunistas por três vezes (1988; 1994; 1996), e o Leão de Ouro de Cannes, França, em 1994.


Como artista, Fridman tem peças em acervos importantes como o International Center of Photography - Nova York (Estados Unidos), Coleção Pirelli/Masp de Fotografias - São Paulo SP e o Museu da Fotografia - Fundação Cultural de Curitiba - Curitiba PR. Realizou exposições Individuais em 1979 (Momentos, na Galeria Sadaka), 1989 (Retratos de Paulo Fridman, no Masp) e 2003 (Individual, na Pinacoteca do Estado), além de inúmeras coletivas.
Paulo Fridman tambén esteve à frente do projeto Retratos Falados, de 2006 a 2013, captando imagens e as palavras de pessoas comuns pelas ruas de São Paulo, seus sonhos e suas visões sobre o futuro do Brasil. O sucesso desse projeto foi tão grande que ele levou a proposta para diversas outras cidades do mundo, entre elas Paris, Nova York e Londres.


As fotos de "O Segredo do Meu Sucesso" deram origem a um livro de mesmo nome lançado em 2015 pela Abooks Editora e agora estão ampliadas, quase em tamanho natural, nessa incrível exposição que fica até o final de maio na estação Sé do Metrô e depois segue para as estações Sta Cecília (junho) e Paraíso (julho).










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Mulheres Mitológicas


A pintora londrina Amy Judd cria retratos de mulheres belas e misteriosas em uma encantadora relação com pássaros e borboletas de uma forma sensível e forte da figura feminina. 
Em suas imagens, ela usa penas e outros itens femininos como símbolos de força, liberdade e bravura, em vez de fragilidade. 











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Quando A Ingenuidade Nos Salva Da Tecnologia


Quanto mais digital o mundo se torna - e a arte por consequência - mais eu valorizo as coisas artesanais, principalmente as mais primitivas e ingênuas.
Na pintura esse primitivo e ingênuo é chamado de Naïf, que muitas vezes remete à contemplação da natureza e do folclore, sempre com muitas cores e uma poesia que emociona.
Descobri por acaso na internet o trabalho do francês  Alain Despert, que vive e trabalha em Bora Bora, a emblemática ilha na Polinésia Francesa, cujas paisagens, fauna, flora e o estilo de vida dos nativos e até dos turistas inspiram suas obras.





A obra de Despert e me fez lembrar do meu primeiro contato com a Arte Naïf, em 1994, quando me mudei para Paraty (RJ) e conheci o pintor Julio Paraty, que também pinta a natureza e a vida daquela cidade encantadora e mágica. A religiosidade e o folclore paratiense têm grande destaque em sua obra.





Julio é uma lenda viva de Paraty e começou a pintar nesse estilo influenciado pelas obras de Djanira, que ele chegou a conhecer quando ela morou na praia do Corumbé e imortalizou em suas telas as paisagens e as festas religiosas da cidade.
Djanira da Motta e Silva (1914-1979) foi uma pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora ligada ao Movimento Modernista e se tornou a primeira artista latino-americana a ter uma obra no acervo do Museu do Vaticano, a tela "Santana De Pé".




Mais tarde conheci o trabalho de Douglas de Souza, um amigo da adolescência e que ao tornar-se artista plástico seguiu instintivamente esse caminho. Autodidata, Douglas pintava a partir de riscos aleatórios de onde fazia emergir pássaros, flores, peixes e figuras humanas.
Misturando o Naïf à Pop Arte, Douglas produzia nos anos 90 telas  vigorosas e com um forte discurso ambientalista.





O termo naïf foi usado pela primeira vez em 1886 para identificar a obra de Henri Rousseau (1844-1910), um pintor autodidata admirado pela vanguarda artística dessa época, entre os quais estavam Picasso, Matisse e Paul Gauguin, entre outros. A pintura naïf de Rousseau já apontava para a liberdade estética e de expressão, totalmente desvinculadas das convenções acadêmicas, que seriam pilares do Movimento Impressionista.


E em tempos onde o tecnológico se torna o novo acadêmico, é um grande alívio para os olhos e para a alma reencontrar essa ingenuidade primitiva. Para mim a sensação é de por os pés na areia e olhar o azul salpicado de ilhas do mar de Paraty.

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Christian Rex van Minnen


As "Naturezas Mortas-Vivas" e os perturbadores retratos do pintor norte americano

Christian Rex van Minnen.















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