Duchamp, A Bicicleta e O Mictório


Em 1913 o dadaísta francês Marcel Duchamp revoluciona as artes ao apresentar sua escultura “Roda de Bicicleta” dando início ao “ready made”, a forma mais radical do seu fazer artístico batizado por ele como “objet trouvé”, a arte encontrada.

Nos anos seguintes Duchamp assumiria a postura anti-arte do aaísmo, abandonando a pintura e rompendo definitivamente com a arte tradicional, para dedicar-se ao que classificou como “arte retiniana”, uma reflexão sobre o culto ao instantâneo potencializado pela fotografia em contraposição à desconstrução analítica de Descartes.

Em 1917 Duchamp deixaria o mundo em choque ao apresentar para a exposição da Sociedade de Artistas Independentes de Nova Iorque a obra A Fonte, um mictório arrancado de um banheiro público e que ele assinou como R. Mutt. O pseudônimo se deve ao fato de ele próprio ser membro do comitê que faria a seleção de obras para a exposição.
A Fonte foi rejeitada mas, ao lado da Roda de Bicicleta, são ícones máximos da arte moderna. Até então, a arte era para ser sentida. A partir de Duchamp ela passa a ser pensada e o conceito, na maioria das vezes, tem igual ou maior valor que a obra em si.

As duas obras de Duchamp estão avaliadas em 3 milhões de Euros. Cada uma.
Frase de Duchamp: “Eu não acredito em arte, acredito no artista”.

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Designers Russos Misturam Os Simpsons e Mondrian


Fãs inveterados do Bar do Moe podem apreciar a Duff Beer mas casais sofisticados como Homer e Marge certamente preferem uma bebida mais sofisticada.
Os designers russos Constantin Bolimond e Dmitry Patsukevich criaram elegantes garrafas para vinho que certamente agradariam pessoas até mais exigentes que o casal Simpson.

A embalagem foi lançada em 2014, ano em que a animada série comemorou 25 anos no ar. Foi uma homenagem de fãs criativos com produtos criativos inspirados nos personagens de Matt Groening.

O rótulo diz que os vinhos são envelhecidos desde 1987 (ano em que os Simpsons foram criados) e as garrafas combinam as cores dos figurinos de Homer e Marge com as telas minimalistas de Mondrian.
Infelizmente as garrafas de vinho são apenas um conceito e não estão realmente para venda. Porém a Twentieth Century Fox, impressionada com o projeto, acusou o designers Bolimond e Patsukevich de violação de direitos autorais, alegando direitos de propriedade intelectual.

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Bibo, Hong Kong


Um elegante edifício entre antiquários e galerias de arte na Hollywood Road, em Hong Kong. abriga um restaurante que mixa a cozinha francesa clássica, street art e uma coleção invejável com alguns dos mais importantes artistas da atualidade como Banksy, Jean-Michel Basquiat, Damien Hirst, Daniel Arsham, Jeff Koons, Rei de Kowloon, Shepard Fairey, Takashi Murakami e Yayoi Kusama entre muitos outros.

Bibo é o nome do restaurante galeria que cria uma nova maneira de comer e de ver a arte. Bibo é também o nome do empresário e colecionador de arte por trás desse projeto mas que, super discreto, prefere o anonimato e uma boa distância dos holofotes.

A inspiração remete à Art Deco – uma estética de design moderno o suficiente para servir como pano de fundo para as constantes mudanças e o eclético mix de expressões artísticas, mas também elegante e confortável o suficiente como um ambiente para degustação da refinada gastronomia clássica francesa.

O projeto de interiores é assinado por Maxime Dautresme, da agência de design Substance, que se inspirou também na história do próprio edifício que abrigou no passado a sede de La Compagnie Générale Française de Tramway.





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O Mobiliário de Anna Maria e Oscar Niemeyer


Oscar Niemeyer, foi o mais importante nome da arquitetura brasileira de todos os tempos, reconhecido internacionalmente como um dos grandes da arquitetura modernista em todo o mundo.

Niemeyer deixou um legado impressionante com mais de 500 obras assinadas mas além de seus prédios e monumentos, que revolucionaram o uso do concreto, ele desenhou peças icônicas do mobiliário modernista e pós modernista.

Inspirado pelas técnicas usadas em móveis suecos – como laminação, colagem e prensagem – Niemeyer sempre buscou formas ousadas, com poucas áreas de apoio, valorizando as famosas curvas, também utilizadas em seus projetos arquitetônicos.
A maioria desses móveis foram criados e produzidos na década de 1970 em parceria com sua filha, a arquiteta Anna Maria Niemeyer, falecida em junho de 2012, seis meses antes de seu pai.

“Desejávamos, minha filha e eu, encontrar um novo desenho, que permitisse, com o uso de madeira prensada, imaginar coisas diferentes dos móveis tradicionais”, disse o mestre.

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